Quando conheci a Caverna do Pilon

Para a minha primeira postagem selecionei a minha visita preferida, a Caverna do Pilon. Somos uma família (pai, mãe, 2 filhos) que adora conhecer lugares diferentes. Como temos um cachorrinho cardiopata, não podemos nos ausentar de casa por muitas horas, então sempre escolhemos um bate-volta para nossos passeios.
Em uma pesquisa rápida na internet procurando algum lugar legal pro fim de semana, eis que surge a Caverna do Pilon. Curioso que é perto da minha cidade e eu nunca tinha ouvido falar. Resolvemos conhecer. Colocamos no GPS e lá fomos nós 4, ansiosos e ávidos por lugares diferentes.
Um pouco de estrada asfáltica, um pouco de estrada de terra (de boas condições), em meio ao canavial da cidade de Iracemápolis, região de Limeira/SP.
Chegando ao local indicado, foi difícil localizar o acesso. Não parecia ter nenhum atalho. Então resolvemos dar a volta por trás do caminho onde apontava o GPS, e fomos felizes na decisão. Achamos o acesso para a trilha da caverna. Deixamos o carro e seguimos a pé numa caminhada de aproximadamente 500 metros. 

Os primeiros metros pareciam uma trilha normal, mas depois veio o diferencial desse lugar: pelo caminho úmido plantação de lírios-do-brejo nos proporcionou uma sensação olfativa até antes nunca vivida por nós. 
                 caminhos de lírios-do-brejo 

Que maravilhoso! E era só a recepção.
Incrédula no que eu estava vendo e vivendo, fui cumprindo o fluxo da trilha, e quando me dou conta estou na entrada da caverna. 


Parei, olhei, observei, contemplei.
Agradeci a Deus por nos presentear com essa obra da natureza. 
                     entrada da caverna 

Agitados, os meninos trataram logo de se aprofundar no interior da caverna, tateando as rochas, parecendo não acreditar no que estavam vendo. Claro que não podia faltar aquele famoso grito ecoando: ei, ei, ei, ei...
Com muito medo de cobras e morcegos, fui mais devagar, observando com bastante cuidado onde eu estava entrando (mesmo com uma iluminação quase impossível de se ver algum perigo)... 
                         interior da caverna 

Na rocha mais profunda encontramos pichação, uma pena que pessoas vão àquele lugar pra fazer isso... Nas rochas da parte superior interna percebemos algumas goteiras. O chão estava úmido; próximo às goteiras barro com sapinhos pulando o tempo todo ao redor do nosso pé, deixando claro que estávamos os incomodando com nossa visita. 
     as incessantes goteiras na parte superior
                           e o solo úmido 

Ainda na parte interna, as rochas desniveladas tinham cores diversas e tamanhos desregrados, nos remetendo a momentos nostálgicos das explicações de ciências no ensino fundamental... 

Ao sair da caverna pude notar que ao lado direito tinha uma bica que minava água de cima da caverna, e deixava o local ainda mais encantador.
A água caía bem gelada, contrastando com a alta temperatura daquele dia.
Os sons se misturavam: água, pássaros. Era a natureza conspirando a nosso favor, renovando nossas energias.
                              bica d'água 

Aproveitamos esses momentos tão diferentes, e confesso esse ter sido o lugar que mais me impressionou em tantos que conheci. 

Caverna do Pilon / Iracemápolis SP 

https://youtu.be/2zAyb0utQu8




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